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21 agosto 2011

Raul Seixas - Entrevista com Marcelo Nova (Radio Transamérica - 1989)


Entre as coisas que tenho aqui, presenteio vocês hoje com uma gravação rara de programa especial, realizado pela rádio Transamérica -SP no ano de 1989, pouco antes da morte de Raul Seixas. O Entrevistador é Marcelo Nova, na época parceiro de Raul, o que tornou a entrevista muito interessante.
Desta forma presenteio hoje 21/08/2011, os fãs de Raulzito, que há exatos 22 anos foi viajar no infinito, deixando para nós a também infinita saudade. 

O Colecionador de Discos

17 agosto 2011

TOCA RAUL



Domingo agora dia 21 é aniversário de 22 anos da morte do nosso eterno Raulzito, essa postagem, é para marcar alguns eventos em homenagem ao pai do Rock Brazuka, das quais eu faço parte! Por esses dias postarei material bacana de Raul Seixas. Quem puder compareça aos eventos acima.


O Colecionador de Discos

27 abril 2011

RAUL SEIXAS NO PROGRAMA FLÁVIO CAVALCANTI EM 1973





Na verdade este vídeo, é só para ilustrar o raro momento de Raul cantando Ouro de Tolo ao Vivo.

O Colecionador de Discos

04 junho 2010

Leno - Antologia 68 - 70 / Aquelas Canções 1995



Bootleg do Leno, Gravado entre 68 e 70 refletindo uma fase onde ele estava muito ligado ao Raul Seixas, contendo até mesmo faixas regravadas de Raulzito e os Panteras... é Raro e Imperdível!
Contribuição: Sucessos que marcaram .

Faixas:
01. Aquela Canção
02. Sha-La-La - Com Raulzito Seixas
03. Eu Não Existo Sem Você
04. É Bom Estar Em Natal Mais Uma Vez
05. Chegou, Sorriu, Gostei - Wanderléa E Leno
06. A Pobreza - Com Renato E Seus Blue Caps E Lafayette
07. Papel Picado - Com Golden Boys
08. Quando O Sol Brilhar
09. Então Você Vai Sorrir - Com Golden Boys
10. Não Se Esqueça Desse Bobo
11. A Festa Dos Seus 15 Anos
12. Um Minuto Mais
13. Febre
14. O Parque
15. Me Deixa Em Paz
16. Alcance-me - Com Golden Boys
17. Guarde Seu Amor
18. Meu Sentimental Amigo
19. Quando Você Me Deixou
20. O Fim Do Mundo
21. Corina Corina
22. Eu Te Amo Ainda
23. Garotinha
24. O Jardineiro (Hoje Tudo Acabou) - Com Ed Wilson
25. A Última Vez Que Eu Vi Rosane
26. La Povertá (A Pobreza) - Com Renato E Seus Blue Caps E Lafayette - Bonus Track


O Colecionador de Discos

14 maio 2010

Leno - Vida e Obra de Johnny McCartney 1971


Raro, e incrível esse LP... aproveitem, e reparem como "Convite pra Angela" tem praticamente a mesma melodia de "Sapato 36" gravada anos depois por Raul Seixas.

Segue texto de Ricardo Schott, publicado em seu site discotecabasica.com.:

EM 1970, já separado de Lilian (com quem fez uma dupla de sucesso na Jovem Guarda), Leno preparava-se para lançar pela CBS seu terceiro disco solo, Vida e obra de Johhny McCartney, que deveria ter sido lançado em 1971 - mas só saiu em 1995, pelo selo independente de Leno. Visionário, o disco mostrava algumas novidades para a época: era gravado em oito canais e trazia um som bem mais realista e pesado do que costumeiramente era visto em rock nacional. Além disso, tinha em sua ficha técnica o grupo de rock A Bolha e um desconhecido produtor-compositor-cantor-arranjador, um tal de Raul Seixas... O tal disco, com ares de LP "conceitual", no entanto, ficaria arquivado de 1971 a 1995, quando finalmente seria lançado pelo próprio selo indepedente de Leno, sem muito alarde. Vida e obra de Johnny McCartney, um disco totalmente inovador e contestador, é uma das páginas mais intrigantes da história do nosso rock.

ANTES: Leno, ou melhor, Gileno Azevedo, era mais conhecido pela dupla com Lilian Knapp, na década de 60. Apesar das brigas nos bastidores, a dupla conseguiu emplacar uma série de sucessos, a maioria deles pontos de referência até hoje quando se fala em Jovem Guarda. Sempre que algum cantor "cabeça" quer dar um ar mais popular ao seu repertório, acaba recorrendo a canções como "Devolva-me" (gravada por Adriana Calcanhoto) e "Pobre menina". Alguns desses sucessos eram assinados por Renato Barros, guitarrista do grupo Renato & Seus Blue Caps, amigo de Leno e namorado de Lilian.

A carreira solo de Leno, após o fim da dupla com Lilian, inicou-se com sucessos como "A pobreza" (aquela mesma, do "a garota que eu adoro, por quem tanto choro, não pode me ver.."). Gravando na CBS, o cara acabou tendo contato com um dos produtores da casa, ninguém menos que Raul Seixas, que na época usava o pseudônimo de Raulzito e compunha músicas para Leno & Lilian, Odair José, Ed Wilson e Renato & seus Blue Caps - Raul dizia ter composto cerca de 80 músicas entre 1969 e 1973, sendo que algumas delas se tornaram grandes sucessos, como "Doce doce amor" (Jerry Adriani) e "Sha-la-la" (com o próprio Leno).

O disco que seria Vida e obra de Johhny McCartney só poderia ser pensado, obviamente, após o esvaziamento da estética naif da Jovem Guarda - que levou vários artistas daquele período a se arriscarem em trabalhos arrojados e diferentes do "iê iê iê romântico" da década de 60 - e à separação dos Beatles, que inspirou o título do álbum. Outros detalhes estavam em jogo: o contato de Leno e Raul havia gerado uma série de músicas pesadas, inspiradas no hard rock e na fusão com o soul em voga na época (a banda hard carioca A Bolha acabou sendo chamada para gravar quatro músicas) e Raul, já com um pé fora da "linha de montagem" da CBS, ousou trabalhar quase em parceria com Leno, escrevendo várias letras e fazendo backing vocals além de produzir. "Sentado no arco-íris", uma das faixas, era, segundo Raul, a primeira letra que ele se orgulhava de ter escrito.

O DISCO: Vida e obra de Johnny McCartney até pelo cacife dos músicos envolvidos (imagine a historinha: "músico popular-brega enlouquece e resolve gravar um disco de rock´n roll pesado ao lado de um produtor também tão brega e maluco quanto ele e de uma desconhecida banda rockeira pesada") não poderia mesmo ter feito sucesso. Se lançado em 1971, poderia ter se tornado um disco cultuado. Ouvido hoje, se não soa atual, pelo menos impressiona. Entre músicas de Leno, parcerias com Raul (creditadas a "Raulzito Seixas") e contribuições de amigos, pesca-se um som que tem mais a ver com bandas como Sly & The Family Stone, Beatles pós-67, Cream e Steppenwolf, como na faixa título. Outras faixas seguem essa linha, como "Por Que não?" (plágio descacetado de "All right now", do Free) e a já citada "Sentado no arco-íris", com um marcante riff de guitarra, ritmo inspirado no Cream e uma letra de inspiração gospel, que chega a falar em "gente sem terra, gente sem nome". Segurando a onda de Leno, haviam Renato Barros, Raul Seixas, Paulo César Barros, o pessoal da Bolha (Pedro Lima, Renato Ladeira, Arnaldo Brandão e Gustavo Schroeter) e o grupo uruguaio The Shakers.

Em algumas faixas, Leno voltava ao passado. "Lady baby" trazia um arranjo claramente inspirado nos Beatles e na Jovem Guarda - acabou se tornando, por sinal, uma das poucas músicas do disco a ser lançada em single -, o mesmo acontecendo no rock "Deixo o tempo me levar". De resto... "Pobre do rei", composta por Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, era uma espécie de versão beatle de O rei que não sabia de nada (aquele livrinho infantil que todo mundo leu no colégio) e acabou censurada - Marcos a regravaria no disco Garra com o nome "Jesus meu rei". O rock´n roll "Peguei uma Apollo", pertencente ao repertório da Bolha, acabou sendo uma das poucas a passarem batidas pela censura, que estranhamente não implicou com os versos "mas que coisa sub, sub/envolvida/sub, sub/entendida". O irônico country-rock "Sr. Imposto de renda" (definido no encarte como "a nossa 'Taxman' "), por sua vez, só seria liberado se todos os censores tivessem tomado ácido - assim como em "Não há lei em Grilo city", que trazia versos como "a realidade fere, fere até você e eu (...)/e o xerife aponta, desmonta e conta/John Wayne é o seu herói". Já que a história aponta que os EUA financiavam a ditadura nos países latino-americanos... E a loucura dos censores era tanta que a implicância maior acabou sendo com o verso "bisa comigo", da inocente "Bis" - que encerra o disco junto a uma coda da faixa-título.

Para quem costuma acompanhar a carreira de Raul, uma das músicas é especialmente curiosa: "Convite para Ângela" traz uma melodia idêntica à de "Sapato 36", música que Raul gravaria em 1977 (mas sem crédito para Leno). Já a countryficada "Contatos urbanos", composta por outro produtor da CBS, Ian Guest, era uma espécie de "Sinal fechado" (aquela música do Paulinho da Viola) versão pós-Jovem Guarda. Mesclando inocência jovemguardista, peso, tons político-sociais nada discretos e fortes mudanças de paradigma, Vida e obra de Johhny McCartney foi, no fim das contas, uma das mais interessantes pedras colocadas sobre a tumba do iê-iê-iê.

E DEPOIS?: Das 13 faixas de Johnny McCartney só quatro foram editadas num compacto duplo da CBS: "Johhny Mc Cartney", "Peguei uma Apollo", "Lady Baby" e "Convite para Ângela". Quando a censura deu o golpe fatal no disco, a CBS escutou o conteúdo e determinou o arquivamento do LP. Se o clima tenso e contestador de letras como "Sentado no arco íris" havia desagradado os censores, as melodias nada comerciais (para a época) do LP também não tiveram o menor êxito com a gravadora. Pior: numa mudança de gravadora, ainda nos anos 70, Leno procurou pelo tape e soube por um funcionário da CBS que as fitas originais haviam sido apagadas. Como as fitas masters de discos antigos eram guardadas sem o menor cuidado, era provável que Vida e obra... já tivesse ido parar na lata de lixo.

O disco só foi sair porque, em 1994, o pesquisador musical Marcelo Fróes (aquele mesmo, do International Magazine), achou os tapes originais, guardados em duas caixas empoeiradas nos arquivos da Sony music. Lançado em pequena tiragem no ano de 1995, foi como se não tivesse saído nunca: poucas revistas noticiaram o fato e as rádios não tocaram nada do disco, que hoje está esgotado. Se a censura já havia sacaneado geral, o pior castigo para Leno e seu Johhny McCartney foi terem perdido o trem do reconhecimento, ainda que tardio.


Faixas:
01. Johnny McCartney
02. Por que Não?
03. Lady Baby
04. Sentado no Arco-Íris
05. Pobre do Rei
06. Peguei uma Apollo
07. Sr. Imposto de Renda
08. Não há Lei em Grilo City
09. Convite para Ângela
10. Deixo o Tempo Me Levar
11. Contatos Urbanos
12. Bis
13. Johnny McCartney


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O Colecionador de Discos



29 abril 2010

RAUL SEIXAS - DISCOGRAFIA COMPLETÍSSIMA!

Filho do casal Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas, Raul cresceu na cidade de Salvador um tanto estagnada, alheia aos progressos de uma modernidade que passava ao largo da capital baiana. Tinha um irmão, quatro anos mais novo, Plínio Seixas.

Em casa obtém uma cultura que o faz adiantar-se àquilo que era ensinado nas escolas, mergulhando nos livros que tinha à disposição, na biblioteca do pai. Até o final de sua vida, sempre foi avançado para sua época, o que é comprovado pelas músicas por ele compostas e que até hoje são executadas.

Primórdios

Seu gosto musical foi se moldando: primeiro, no rádio, acompanha o sucesso de Luiz Gonzaga, e nas viagens, onde acompanha o pai (inspetor de ferrovia), ouve os matutos desfiarem repentes - e esta "raiz" nordestina nunca o abandonara. Raul Seixas era um garoto muito tímido na infância e na adolescência, e só vivia trancado no quarto lendo e compondo. Seu sonho no inicio era ser um escritor, até o Rock n Roll aparecer em sua vida. Nesse momento, nas telas dos cinemas, encanta-se com o talento de Elvis Presley, de quem torna-se fã - e aponta-lhe o rumo musical: o Rock'n Roll. Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60.

Juntamente com alguns amigos de Salvador, monta um conjunto, "Os Relâmpagos do Rock", mais tarde "The Panters", e por último conhecido como "Raulzito e os Panteras". Fazem shows no estado, e, a convite do amigo Jerry Adriani, vai para o Rio de Janeiro gravar um disco pela gravadora Odeon, em 1967 - que foi um total fracasso.

Após algum tempo, volta ao Rio, em 1970-71, contratado por outra gravadora - a CBS (atual Sony BMG). Ali participa da produção de diversos artistas da Jovem Guarda, como Jerry Adriani, Leno e Lilian e mais tarde Sérgio Sampaio, Diana, entre outros. Também compõe mais de 80 músicas para a Jovem Guarda, algumas de muito sucesso, como: Doce, Doce, Doce Amor, Sha-la-la-la, Tudo que é bom dura pouco, Ainda queima a esperança, Sha-la-la, e outras.

Mas nos anos 70 Raul acaba se rebelando. Aproveitando a ausência do presidente da empresa, Evandro Ribeiro, grava seu segundo LP (intitulado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10), em que faz parceria com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star. O disco, todavia, foi retirado do mercado sob o argumento de não se enquadrar à linha de atuação da gravadora.

Em 1972 participou do VII FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Rede Globo, e conseguiu a classificação de duas músicas, "Let me sing" (um misto de baião e rockabilly)[1] e "Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo", o que lhe deu projeção nacional.

Sucesso e dor

No ano de 1973, Raul conseguiu um grande e estrondoso sucesso com a música "Ouro de Tolo", uma música com letra quase autobiográfica, mas também um deboche com a Ditadura e o Milagre econômico.

No mesmo ano foi contratado pela Philips (atual Universal Music), onde gravou o LP Krig-Ha, Bandolo, com o qual Raul finalmente alcançou o sucesso, estabelecendo a parceria com o hoje escritor Paulo Coelho e lançando músicas que viraram grandes HITS e clássicos, como: Metamorfose Ambulante, Mosca na Sopa, Ouro de Tolo, Al Capone, e etc. O Krig-Ha Bandolo seria desde então uma grande referência da Obra de Raul.

Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor. Porém logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.

No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa, com Paulo Coelho nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. No entanto, o sucesso do seu LP Gitã e da música Gita, que lhe rendeu um disco de ouro, após vender 600.000 cópias, fazem-no retornar ao Brasil. Neste ano separa-se de sua primeira mulher, Edith Wisner, com quem teve uma filha chamada Simone.

Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP "Novo Aeon", onde Raul compôs, uma de suas músicas mais conhecidas, Tente Outra Vez.

Em 1976, grava o disco "Há Dez Mil Anos Atrás", que também é um LP recheado de clássicas composições, e tem sua segunda filha, Scarlet.

Raul Seixas lançou mais outros três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica (O Dia Em Que A Terra Parou, Mata Virgem e Por Quem Os Sinos Dobram). Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto, com quem Raul comporia várias de suas canções mais conhecidas, como "Maluco Beleza", "O Dia em que a Terra Parou", "Rock das Aranhas", "Aluga-se" etc.

A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas. Separa-se de Glória, que vai embora para os EUA levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver.

No ano de 1979, separa-se de Tania. Começa então a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo,. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.

O caso

No ano de 1980, assinando novamente contrato com a CBS, lançou apenas mais um álbum (Abre-te Sésamo) e rescindiu o contrato.

Em 1981 nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.

Seus dois discos seguintes (Raul Seixas - 1983 e Metrô linha 743 - 1984) e o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação.

Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show, em 1 de dezembro deste ano, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.

Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi grande sucesso entre os fãs, (UAH-BAP-LU-BAP-LA-BEIN-BUM - 1987) estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no LP "Duplo Sentido", da banda Camisa de Vênus).

Um ano mais tarde, 1988, já sozinho, faz seu último álbum solo (A Pedra do Gênesis). A convite de Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.

No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando mais de 50 apresentações pelo Brasil.

"Canto do cisne"

O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil um dia após sua morte. Raul Seixas faleceu no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP), tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.

Após a morte

Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Metamorfose Ambulante (1993), Documento (1998), Anarkilópolis (2003) e Raul Seixas - Série BIS Duplo (2005). Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raulzito desde os 6 anos de idade até a sua morte.
CURIOSIDADES:
1- O LP Krig Ha Bandolo, foi lançado após um compacto com Ouro de Tolo e A Hora do Trem Passar, onde em Ouro de Tolo Raul canta "Carrão 73" ao invés da "Corcel 73" da versão famosa.
2- O Mesmo Disco, tem na sua prensagem original uma faixa a mais no final do lado B, na verdade uma brincadeira de estudio, semi-reaproveitada no CD documento.
3- Check Up de "A Pedra do Gênesis", que tem a letra oficial lançada apenas no CD Documento, por motivo de censura, é na verdade uma adaptação livre de "Bruxa Amarela" (Raul e Paulo Coelho) lançada em 1977 no disco Entradas e Bandeiras de Rita Lee e Tutti-Frutti.
4- O Introdução de "Peixuxa" do LP Novo Aeon, é a mesma de Obla-di, Obla-dá dos Beatles de quem Raul era Fã.
5- O Disco O Baú do Raul de 1992 tem em sua versão CD, Ouro de Tolo e Metamorfose Ambulante em Espanhol.
6- A Música "Baby" do LP Abre-te Sésamo, na verdade se chamava Tânia, composta para a então esposa "Tania Mena Barreto".
7- "Angela" do mesmo disco, é a uma declaração de amor para "Kika Seixas" que tem por nome de batismo "Angela".
8- "As minas do rei Salomão" foi gravada tanto no Krig Ha Bandolo, como no Eu Nasci há 10.000 anos atrás, tendo a segunda versão se tornado a mais conhecida.
9- "Lua Bonita" do LP A Pedra do Genesis 1989 já fazia parte do repertório Raulseixistico desde 1974, coforme comprova o CD "Se o Rádio Não Toca"
10-O Lp "Raul Rock II" é uma coletânea considerada disco oficial por conter a versão AO VIVO de "Loteria da Babilônia" extraída do raríssimo disco do festival Phono 73.
11- O LP “Os 24 maiores sucessos da era do rock” em sua versão original faz menção apenas para uma banda chamada ROCK GENERATION, e foi relançado já citando o nome Raul Seixas anos depois com o título “20 anos de Rock” e depois “30 anos de Rock”.
12- A Música "GOSPEL" do novo CD Póstumo, pode ser ouvida com outra letra e intérprete no disco da novela o Rebú, disponível logo abaixo.
13-No Mesmo disco tem músicas cantadas por Raul Seixas, e também por um outro Raulzito, que notoriamente não é o Seixas.
14- Sapato 36, lançada em 78 também é uma adaptação livre, do original "Convite Pra Angela" gravada por LENO em 71, no disco "A Vida e Obra de Johny McCartney" disponível aqui no blog.


1967 - Raulzito E Os Panteras



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1971 - Sociedade da Grã Ordem Kavernista apresenta Sessão da Dez



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1973 - Krig-Ha.Bandolo



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1973 - Os 24 maiores sucessos da era do rock



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1973 - O Rebu



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1974 - Gita



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1975 - Novo Aeon



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1975 - O Medo da Chuva



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1976 - Há 10 Mil Anos Atráz



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1977 - Raul Rock Seixas



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1978 - O Dia Em Que A Terra Parou



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1979 - Mata Virgem



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1979 - Por Quem Os Sinos Dobram



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1980 - Abre-Te Sesamo



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1981 - O Melhor de Raul Seixas



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1982 - A Arte de Raul Seixas



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1983 - O Carimbador Maluco



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1983 - O Pacote Fechado de Raul Seixas



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1983 - O Segredo do Universo



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1983 - Os Grandes Sucessos de Raul Seixas



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1983 - Raul Seixas



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1983 - Raul Vivo



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1984 - Ao vivo Único e exclusivo



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1984 - Metro Linha 743



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1985 -Let Me Sing My Rock'n'Roll



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1986 - Raul rock volume II



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1986 - Raul Seixas - Caminhos



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1987 - Caroço de Manga



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1987 - Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Bein-Bum



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1988 - A Pedra Do Genesis



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1988 - Metamorfose Ambulante



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1989 - A Panela Do Diabo



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1991 - Eu, Raul Seixas


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1998 - Documento


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2009 - 20 Anos Sem Raul


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BONUS

Por toda minha Vida de Raul Seixas.
Colaboração Cid Barreto






Se o Rádio Não Toca 1994
Gravação Ao Vivo de Show do Disco Gitâ











O Baú do Raul - 1992
Lançado Pelo Raul Rock Club Cheio de Raridades













O Baú do Raul Revirado 2006
Trechos de Entrevista etc... na verdade é um bônus do livro.






O Colecionador de Discos

17 novembro 2008

O BANQUETE DOS MENDIGOS - 1974


Há tempos venho procurando esse disco!

Encontrei no Abracadabra LP´s do Brasil... veja nos meus links e vá até lá também!

Um Marco das Batalhas contra a Ditadura Militar...pra que ela existiu? Ainda bem que não viví naquela época... se não acho que não chegaria vivo até hoje...

Gravado ao vivo no dia 10 de dezembro de 1973 no Museu de Arte Moderna doRio Janeiro em show de comemoração dos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos em plena ditadura militar. Idealizado e dirigido por Jards Macalé.

O que o Rádio deveria ter tocado?: Jamais na época seria possível executar esse disco, e depois ele soa na integra como um disco-documento de protesto!

Minha Opinião: Só pela história e pela coragem, já merece mais de 10!

Links:

Cleber - O Colecionador de Discos